Série: Dublin Murders (2019)

A série acompanha Rob Reilly, um detetive inteligente cujo sotaque inglês o identifica como um estranho na Irlanda do Norte. Ele é enviado para investigar o assassinato de uma jovem, nos arredores de Dublin, ao lado de Cassie Maddox.
Dublin Murders é uma minissérie britânica produzida em parceria entre os canais BBC One e Starz. Idealizada por Sarah Phelps, conhecida pelas adaptações modernas de Agatha Christie para o mesmo canal, o mistério é baseado em dois livros da autora Tana French: No Bosque da Memória e Dentro do Espelho. Ambos foram publicados por aqui pela editora Rocco e pertencem à uma série de seis livros chamada Dublin Murder Squad.

Há conversas sobre uma possível renovação da série, então sinalizo que esta temporada possui oito episódios e os dois casos são solucionados da maneira que convém. Nos primeiros episódios, Rob Reilly e Cassie Maddox são designados ao caso de uma adolescente encontrada morta numa floresta. Eles mantêm uma ótima amizade e sintonia no campo de trabalho. Até o caso começar a balançar a vida de Rob, Killian Scott visto em O Passageiro, pois desperta lembranças de um crime nunca solucionado naquele local.

Sensibilizado de uma maneira instigante, Rob aproxima-se da família Devlin, principalmente da irmã da vítima, Rosalind, Leah McNamara vista na série Vikings, que vive lhe deixando migalhas para ajudar na solução do caso. O patriarca Devlin, Peter McDonald visto na série The Last Kingdom, supostamente deveria saber quem é Rob, mas não o reconhece. Os dois guardam um grande segredo sobre o tal crime nunca solucionado. Os Devlin são muito privados, mas pela vizinhança há muito o que se dizer sobre eles. Cada vez mais perturbado com as recordações, Rob já não sabe qual caso elucidar, e afunda-se cada vez mais nos lapsos emocionais.

Alguns episódios à frente, Cassie, Sarah Greene vista na série Penny Dreadful, precisa deixar o caso Devlin. Não só porque seu relacionamento com Rob entra em conflito, mas sua própria identidade está prestes a ser exposta. Há muitos anos trabalhou para o serviço secreto, e - agora - alguém ativou uma de suas antigas personas: Lexie. A mulher em questão nada mais é que seu próprio clone, por mínimas diferenças; fora assassinada próxima à uma mansão exilada da cidade grande.

Então Cassie é obrigada assumir a identidade da garota, forjando todas as não semelhanças entre elas, a fim de descobrir o verdadeiro assassino. Como Lexie convivia com vários amigos na mansão, suspeita-se que o culpado esteja por ali. E há muito o que dizer sobre eles, pois as reações distintas com o retorno da "amiga" gera certos atritos.

Rob e Cassie investigam os casos em Dublin Murders

Três mistérios interessantes, como não ficar animada? Dublin Murders era uma das séries mais aguardadas da minha lista do ano passado. Minha casa e minha vida são as investigações britânicas. Ha! Mas... que bagunça! Já é a segunda minissérie que pego de lá e decidem enfiar mais de um caso entre míseros episódios. E, novamente, o resultado não foi muito bom. Ainda não li os livros, mas quem sabe futuramente, né?

O caso da menina da floresta é o primeiro. É fermentado durante os episódios iniciais, aprofundando no emocional de Rob mais o passado dele naquele lugar. Há um crime antigo que faz parte do tormento do personagem. Não posso comentar muito por causa dos spoilers, já que, logo no primeiro episódio há uma baita revelação sobre ele. As lembranças e declínio são o ponto de grande destaque na construção do personagem. E, claro, o relacionamento entre ele e Cassie.

Cassie é aquela investigadora que gosta de manter uma postura mais forte, com um pé na frieza. Mas com o passar dos episódios assistimos sua casca se abrir aos poucos. Há muito a desvendar-se sobre seu antigo trabalho e outras temáticas de seu passado. A atriz Sarah Greene mantém um tom firme nas duas personagens: Cassie e Lexie; a segunda foi necessário interpretar a versão verdadeira e a falsa. Nos deixa preocupados no arco do disfarce, apesar de atitudes burras para uma profissional do nível dela. Por outro lado, mesmo com todo sofrimento, não consegui criar qualquer empatia por Rob, o que é estranho, já que o caso dele soa mais interessante de acompanhar.

Leah McNamara é um dos destaques interpretando Rosalind Devlin, irmã da vítima da floresta

Quem também chama bastante atenção é Leah McNamara, a atriz que interpreta a irmã Devlin mais velha, Rosalind. A conexão que cria-se entre a personagem, a investigação e Rob é um ponto a favor da trama. É uma jovem devota às ordens da família e parece saber pouco da vida. Como mencionado, os Devlin são muito privados, mas a mãe, Kathy Monahan vista na série Vikings, soa atormentada por alguma razão. E como eu sou xereta por spoilers, descobri alguns pontos do livro enquanto assistia, e alerto que não trouxeram toda explicação para este arco da família. E na questão dos casos, o tal crime antigo - do passado de Rob - não é solucionado, talvez tenha sido a maneira de deixar a brecha para a possível nova temporada, então não se empolgue tanto.

Outro ponto que me desanimou foi o romance forçado que surgiu no meio da investigação. Aquela coisa do nada, sabem? Muito forçado, falso e sem sentimento nenhum. Só serviu para tirar foco de coisas importantes, estragar algumas conexões em cena e deixar um ar sem noção para o roteiro. Quando os personagens combinam mais como amigos, deixe-os caramba! Qual a dificuldade? Detalhe que foi algo momentâneo, mas que consegue destruir um pouco o ar de seriedade da série. Deixando claro que isso não é spoiler, pois é o impulso para partir a série em dois caminhos/casos.

Por aqui também temos participação de Lord Varys - com cabelo - a quem interessar

A série contém oito episódios que conseguem instigar em certos pontos. Para os fãs de mistérios, até recomendo Dublin Murders, mas não vá com muita sede ao pote. A linda paisagem da Irlanda, de fato, irá te encantar. As cenas pela floresta são lindas e bem filmadas. A fotografia intercala bem o presente e passado. Ah, e preciso dizer que em um dos casos há um certo ar de fantasia; sobrenatural, e que deve ficar para sua interpretação.

E adorei saber que tanto a Sarah (Cassie) quanto a Leah (Rosalind) estarão na série adaptada de Pessoas Normais. Vocês sabem que estou bem ansiosa, né? Uma outra coisa bem louca: boa parte dos atores e atrizes estão presente na série Vikings.


Título Original: Dublin Murders
Título Nacional: ?
Status: Em Negociação | 1 Temporada
Nacionalidade: Britânica
Criador: Sarah Phelps
Roteiro: Sarah Phelps e Chandni Lakhani
Adaptação: Sim - Série Dublin Murder Squad de Tana French
Ano: 2019
Censura:16 anos
Duração de Episódios: 60 min
O Que Assistirei? Mistério e Drama
Elenco Principal: Sarah Greene, Killian Scott, Eugene O'Hare, Tom Vaughan-Lawlor, Conleth Hill, Leah McNamara, Moe Dunford, Kathy Monahan, Peter McDonald, entre outros.
Trilha SonoraTuneFind
Abertura/PromoAbertura | Promo
Canal Britânico: BBC One
Canais Brasileiros: StarzPlay (streaming)
Prêmios/Indicações: ?

Nana Barcellos

9 comentários:

  1. Não é bem o meu estilo de série não. Na verdade eu já não sou fã de séries no geral porque sou ansiosa demais para conseguir sentar e acompanhar vários episódios. kkkk Mas gosto muito de suspense e mistério então talvez me agradasse um pouco, mesmo eu odiando quando tentam nos empurrar goela abaixo um romance sem química.

    Abraço,
    Parágrafo Cult

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  2. Eu não sou muito de ver séries mas essa é muito interessante, provavelmente veria um filme nessa pegada de mistério e solução de casos! Mas como ela é curtinha até posso me aventurar hahaha
    Beijoo

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  3. Oi, Nana

    Eu até gosto de séries investigativas, mas acho que nunca assisti a uma série britânica do gênero...
    Só que três casos em oito episódio e mais um relacionamento forçado? Nah... não sei se daria uma chance. Tô com uma lista enorme de séries para colocar em dia (até hoje não terminei The Vampire Diaries, por exemplo) então não faz sentido dar uma chance pra algo bem intencionado, porém, com defeitos. Quando eu vejo potencial eu até incluo na minha lista que já está cheia até 2050, do contrário eu passo reto. E gente, não conheço nenhum ator dessa série!

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  4. Oi, Nana! Eu gosto demais desse estilo de série, mas dei uma desanimada com as pontas soltas. E se não renovarem, como eu fico? Sou extremamente curiosa e odeio pontas soltas. Pensa no meu drama! rsrs.... Mas a curiosidade é grande. Se eu tiver a chance de assistir, talvez dê uma chance, hehe!

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    Romantic Girl

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  5. Olá, Nana.
    Você me animou no começo da resenha e me desanimou depois hehe. Eu como fã de histórias policiais me interessei. Mas oito episódios para resolver tudo isso não sei não. Não lembro o nome agora mas já assisti uma série que era duas temporadas em um caso só hehe.

    Prefácio

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  6. Oi Nana! Eu já li um dos livros e não sabia sobre a série. Eu fiquei até empolgada, mas depois de ler sua opinião parece que não tem tantos pontos assim para impressionar quem é muito fã do gênero. A adaptação deveria ter aproveitado melhor o original. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  7. OI Nana, gostei da dica da série e fiquei com vontade de assistir. Acho que nunca vi uma série Britânica nesse gênero.
    beijos
    CHris


    Inventando com a Mamãe / Instagram  / Facebook / Pinterest


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  8. Oi Nana!
    "Minha casa e minha vida são as investigações britânicas" hahahah
    Eu sou suspeita pra falar das séries da BBC, adoro! Pena que essa não foi daquelas bem top, mas vou anotar pra conferir ;)
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  9. Parece ser uma série interessante. Não conhecia ainda.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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