
Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

Apesar de todo amor que anda recebendo das grandes premiações, Bohemian Rhapsody não faz muito sucesso entre seu público gringo. Junto com Green Book, a produção se tornou uma das indicações mais criticadas da temporada 2019, ainda mais pela polêmica envolvendo seu diretor, Bryan Singer, conhecido pelos filmes da saga X-Men. Singer foi acusado de abusar de rapazes menores. Quem acompanha uns sitezinhos de blinds na deep web, sabe que essas histórias rolam há anos... =x
Bohemian Rhapsody não é uma adaptação musical a lá Faroeste Caboclo. O filme aborda o momento em que Freddie Mercury passa integrar a banda Queen, em 1970, e segue até o icônico show no Live Aid, em 1985. Singer dirigiu boa parte do filme - e eles fazem questão de comentar em todas as entrevistas que a apresentação do Live Aid foi a primeira a ser gravada - saindo do projeto perto da finalização das últimas cenas e deixando a vaga para Dexter Flecther, que atualmente está trabalhando na biografia do Elton John, Rocketman. Anthony McCarten, de A Teoria de Tudo, e Peter Morgan, da série The Crown, roteirizam.
O filme inicia com cenas de Freddie Mercury, Rami Malek visto na série Mr. Robot, se preparando para o concerto no Live Aid. Então, voltamos para 1970, quando Freddie era apenas um estudante de Artes, e trabalhava em um aeroporto em Londres. Durante à noite, ele se entrega à sua paixão pela música. Numa única noite, ele conhece aquela que seria sua eterna amada, Mary Austin, Lucy Boynton vista em Apóstolo, e a banda Smile. Também é mostrado um pouco do conflito entre ele e seu pai.

Rami Malek é Freddie Mercury
Conversando com Roger Taylor, Ben Hardy de X-Men: Apocalipse, e Brian May, Gwilym Lee visto na série Jamestown, o rapaz descobre que o vocalista acabara de deixar a Smile. Freddie se mostra empolgado em substituí-lo e logo suas ideias animam os integrantes da banda. Ele é retratado como um cara inteligente, que brigava e lutava pelo sucesso da banda. Correndo atrás de shows, publicidade e oportunidades com gravadoras. Como o fato da ideia de venderem a van, para financiar o primeiro álbum. Muitas vezes ficava como um chato, pois é muito perfeccionista. Virginiano, né gente...
Perto de concluir o álbum, Freddie sugere mudar o nome da banda. É quando nasce o Queen. Acompanhamos a apresentação da banda no grande programa britânico da época, o Top of the Tops. Nesse momento, o vocalista está vivendo um romance com Mary, e moram juntos. Com uma grande projeção, o Queen inicia sua turnê além da terra da Rainha, e momento em que Freddie começa a explorar sua sexualidade.
Pulamos para o quarto álbum, quando enfim, assistimos o nascimento de Bohemian Rhapsody. Um dos momentos altos do filme, por sinal. Mas, não pensem que foi fácil convencer a gravadora lançar a música. E mais uma vez o roteiro expõe um Freddie persistente, mas não se engane. Não demora até que a personalidade dele comece a cair, e as tretas aparecerem, e Brian May bancar o maduro da banda.

Freddie e Brian May, interpretado pelo novato Gwilym Lee
Com mais uma turnê de sucesso, Freddie inicia um relacionamento com o atual empresário da banda, Paul Prenter, Allen Leech visto na série Downton Abbey, quem o roteiro joga toda culpa pela transformação de Freddie, o distanciamento da banda e caminho até contrair o HIV. Freddie e Mary permanecem amigos, apesar das táticas de Paul para deixá-lo intocável. E com todo sucesso da banda, não demora até que um baita contrato solo seja oferecido.
Ao entrar no início dos anos 80, a trama nos apresenta um Freddie querendo consertar seus erros. A produção quis focar nas glórias musicais da banda, então, não há profundidade após Freddie descobrir que é portador do HIV, com cenas fúnebres.
Acredito que todos conheçam o ator Rami Malek, pois ele trabalhava no museu do Ben Stiller. Enfim, não sou o tipo de cinéfila - e nesse caso seriadora - que fica projetando uma performance boa de um ator em tudo que ele faz, sendo fã ou não. Na série de tv, o trabalho pode ser excelente, mas no filme não é isso tudo. Acredito que o mais nítido seja o figurino, que o atrapalha várias vezes. E gente, que coisa horrorosa. Cada minuto eu achava que aquela dentadura ia pular em cima de mim. As perucas, nem comento, pois são o mal dessa temporada. Boa parte dos filmes tem uma pra contar história.
Por outro lado, Malek interage bem com todo elenco, principalmente com Lucy. Porém, novamente, a produção acaba por dar uma rasteira em suas cenas mais dramáticas. Como a cena do resultado do exame, eu esperava algo maior, em vista que era um dos momentos altos do filme. Engano meu, pois os momentos altos do filme são todos dedicados as músicas, não a história. E bate aquela boa nostalgia maravilhosa. Eu não tinha nem nascido quando Queen veio ao Rock in Rio. Mas, cresci ouvindo boa parte das músicas da banda, por causa do meu pai.
O elenco coadjuvante também chama atenção, de forma positiva, em vista que são atores em ascensão. Foi uma escolha bacana. Melhor dar oportunidade a menores em coisas grandes, né? Alguns atores são conhecidos por séries de tv, como Allen e Aiden Gillen, o famoso Mindinho de Game of Thrones. Apesar de apelar por coisas clichês, eu gostei do arco envolvendo Paul e Freddie, pois mexeu bastante com o ar da trama. Diferente com Mary, que após o término, o roteiro parece não saber dar direção à personagem inspirada numa mulher de suma importância na vida de Freddie Mercury. E sinceramente, achei meio "tanto faz" a participação de Mike Myers, o icônico Austin Powers.
E olhando outras reviews, vi que muitos criticavam a forma como Freddie foi construído, que seus defeitos faziam com que os outros integrantes da banda fossem exaltados. Uma maneira de dizer que a banda não era apenas ele. E foi bem nítido com o Brian May, pois ele é apresentado com o estilo paizão da banda; o maduro. Bom, não me soa estranho, já que o mesmo é um dos produtores do filme.
Bohemian Rhapsody é uma produção com altos e baixos. Se você usa o Twitter, deve ter visto uma cena que viralizou, criticando a edição do filme, cheia de cortes desnecessários. Além das datas erradas, em várias situações e até nos lançamentos. No meu caso, achei estranho mesmo o uso do chroma key, já que muitas vezes se nota o fundo falso nas cenas. A cena do Live Aid é um exemplo, esquisitíssima para o nível de um estúdio tão grande como a 20th Century Fox (cara vocês fizeram Logan!). Juntando ao lip sync mal feito. Dá pra notar, que em alguns momentos, que os lábios de Malek não estão em sincronia com o áudio. Bem que a Lady Gaga disse que sempre se nota, e por isso, que ela e Bradley cantaram de verdade em todas as cenas de Nasce uma Estrela.
O filme passou anos engavetado. Sacha Cohen Baron foi o primeiro a ser cotado para interpretar Freddie Mercury, mas sua versão não foi para frente.
E lembram das datas erradas? Se você tem um bom inglês, o IMDB reuniu todos os erros do filme numa página. Vem se divertir, clicando aqui.
Acredito que todos conheçam o ator Rami Malek, pois ele trabalhava no museu do Ben Stiller. Enfim, não sou o tipo de cinéfila - e nesse caso seriadora - que fica projetando uma performance boa de um ator em tudo que ele faz, sendo fã ou não. Na série de tv, o trabalho pode ser excelente, mas no filme não é isso tudo. Acredito que o mais nítido seja o figurino, que o atrapalha várias vezes. E gente, que coisa horrorosa. Cada minuto eu achava que aquela dentadura ia pular em cima de mim. As perucas, nem comento, pois são o mal dessa temporada. Boa parte dos filmes tem uma pra contar história.

Antes Smile; depois Queen
Por outro lado, Malek interage bem com todo elenco, principalmente com Lucy. Porém, novamente, a produção acaba por dar uma rasteira em suas cenas mais dramáticas. Como a cena do resultado do exame, eu esperava algo maior, em vista que era um dos momentos altos do filme. Engano meu, pois os momentos altos do filme são todos dedicados as músicas, não a história. E bate aquela boa nostalgia maravilhosa. Eu não tinha nem nascido quando Queen veio ao Rock in Rio. Mas, cresci ouvindo boa parte das músicas da banda, por causa do meu pai.
O elenco coadjuvante também chama atenção, de forma positiva, em vista que são atores em ascensão. Foi uma escolha bacana. Melhor dar oportunidade a menores em coisas grandes, né? Alguns atores são conhecidos por séries de tv, como Allen e Aiden Gillen, o famoso Mindinho de Game of Thrones. Apesar de apelar por coisas clichês, eu gostei do arco envolvendo Paul e Freddie, pois mexeu bastante com o ar da trama. Diferente com Mary, que após o término, o roteiro parece não saber dar direção à personagem inspirada numa mulher de suma importância na vida de Freddie Mercury. E sinceramente, achei meio "tanto faz" a participação de Mike Myers, o icônico Austin Powers.

Rami e Lucy Boynton, que interpreta Mary Austin
E olhando outras reviews, vi que muitos criticavam a forma como Freddie foi construído, que seus defeitos faziam com que os outros integrantes da banda fossem exaltados. Uma maneira de dizer que a banda não era apenas ele. E foi bem nítido com o Brian May, pois ele é apresentado com o estilo paizão da banda; o maduro. Bom, não me soa estranho, já que o mesmo é um dos produtores do filme.
Bohemian Rhapsody é uma produção com altos e baixos. Se você usa o Twitter, deve ter visto uma cena que viralizou, criticando a edição do filme, cheia de cortes desnecessários. Além das datas erradas, em várias situações e até nos lançamentos. No meu caso, achei estranho mesmo o uso do chroma key, já que muitas vezes se nota o fundo falso nas cenas. A cena do Live Aid é um exemplo, esquisitíssima para o nível de um estúdio tão grande como a 20th Century Fox (cara vocês fizeram Logan!). Juntando ao lip sync mal feito. Dá pra notar, que em alguns momentos, que os lábios de Malek não estão em sincronia com o áudio. Bem que a Lady Gaga disse que sempre se nota, e por isso, que ela e Bradley cantaram de verdade em todas as cenas de Nasce uma Estrela.

Apresentação no Live Aid
O filme passou anos engavetado. Sacha Cohen Baron foi o primeiro a ser cotado para interpretar Freddie Mercury, mas sua versão não foi para frente.
E lembram das datas erradas? Se você tem um bom inglês, o IMDB reuniu todos os erros do filme numa página. Vem se divertir, clicando aqui.
Título Original: Bohemian Rhapsody
Nacionalidade: Americana
Roteiro: Anthony McCarten e Peter Morgan
Roteiro Adaptado?: Não
Ano: 2018
Censura: 14 anos
Duração: 134min
O Que Assistirei?: Drama, Música e Biografia
Elenco Principal: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee, Ben Hardy, Allen Leech, Aidan Gillen, Joseph Mazzello, Tom Hollander, Mike Myers, entre outros.
Trilha Sonora: IMDB | Coletânea disponível no Spotify
Trailer: Clique aqui e assista o trailer
Prêmios/Indicações: INDICADO A 5 OSCARS. Clique aqui e confira indicações e premiações.

Oi Nana,
ResponderExcluirEstou chocada que teve tantos erros de execução e mesmo assim o filme é citado no Oscar. É quase uma premiação sem critérios, né? Porque se a obra é baseada na realidade deveria pelo menos ter uma ordem cronológica coerente.
Gosto muito do Rami Malek pela série Mr Robot, mas quero ver como ele se sai sendo o ícone Freddie Mercury.
beijos
http://estante-da-ale.blogspot.com/
P.S.: Comprei mais livros de thrillers. Você vai ter que me aguentar agora! HAHAHAHAHA
Oie!
ResponderExcluirMeu Deus, não sabia com o escândalo do diretor, estou chocada demais.
Eu não sei o motivo, mas eu me apeguei muito com o filme, e é bom ler uma resenha crítica assim. Acho que o filme me trouxe uma nostalgia que eu nunca vou ter (faz muito sentido para mim, viu?). Eu queria muito viver a época em que eles vieram para cá e explodiram, e esse filme reforçou muito o amor que eu tenho por essa banda, apesar dos furos enormes. Vi vários documentários sobre o Queen e é muito triste ver esses erros de cronologia, isso desanima demais. Ademais, adorei os atores e isso foi um ponto positivo hahaha
Esse filme, para mim, traz muitas dualidades. Adorei ler a sua crítica.
Beijos
Our Constellations
Oi Nana,
ResponderExcluirEu ainda não tive oportunidade de ver este filme mas quero conferir, acho que este minha mãe se anima a ver comigo porque na época eu lembro que ela queria ver no cinema mas infelizmente não conseguiu.
Bjs
https://eternamente-princesa.blogspot.com
Oi Nana! Menina, eu estou louca pra ver esse filme. Ainda não o vi, mas me indicaram bastante. Espero poder ver logo.
ResponderExcluirBeijos!!
Borboletra ♡ Instagram
Oi, Nana!
ResponderExcluirEu gostei muito do filme, e pra mim que sou fã da banda, mas que não conhecia a fundo a história/as datas, fiquei chocada quando soube que muitas coisas foram retratadas de forma diferente do que realmente aconteceu. Gente, pra que isso? Pra dar mais emoção ao filme? Não é uma história de ficção pra inventarem o que quiserem, é uma biografia, portanto os dados deveriam ser os verdadeiros. Achei isso bem esquisito mesmo!
xx Carol
https://caverna-literaria.blogspot.com/
Gostei bastante do filme, mas também achei a edição estranha.
ResponderExcluirMas confesso que o que me incomodou de verdade foi o fato do elenco não cantar as músicas... Sei que essa não é uma obrigação dos atores e nem mesmo da história, mas fiquei comparando com a cinebiografia da Tina Turner, que ficou mil vezes melhor e ainda usaram uma atriz que além de talentosa, cantou lindamente as músicas da diva Tina <3
Bom dia,
ResponderExcluirTudo bem?
Meu irmão ta me falando pra ver este filme...quero ver!
Quem é fã da banda, e sabe das datas e tal, não gostou. Quero ver como ficaram as atuações em sim.
Beijos e se cuida
www.rimasdopreto.com
Oiiieee Nana
ResponderExcluirEssa dentadura do Rami ta esquisita até na foto mesmo, acho que ficou estranho e talvez até tenha prejudicado um pouco ele na atuação.
Ah até imagino a nostalgia que bate escutando as musicas, pensava que o ponto forte seria a vida dele, principalmente mais perto do fim quando a doença se alastrou nele.
Beijos
www.derepentenoultimolivro.com
Socorro, achei que o filme tinha sido super bem comentado, mas então foi só na minha bolha mesmo HAHAHAH como eu não acompanho muito de cinema, realmente não tinha noção nenhuma de que o filme tinha tantos erros e pontos negativos. Eu não era fã de Queen, apesar de, claro, admirar a banda por tudo que eles significam pro cenário musical e etc. então acho que se eu assistisse o filme, não ia notar quase nada. Eu achei até as caracterizações (pelo menos a do Freddie, que eu já "conheço" mais) muito boas, mas agora fiquei chocada com os erros, sério. Como pode, né? Uma produção grande dessas! É uma pena. Ótima resenha, Nana!
ResponderExcluirUm beijão,
GABS | likegabs.blogspot.com
Oi Nana! Que pena o filme ter decepcionado você. Eu achei o filme bom, mas sei que teve suas falhas. Bjos!! Cida
ResponderExcluirMoonlight Books
Oi Nana, tudo bem?
ResponderExcluirTambém não curti tanto o filme, o roteiro me decepcionou bastante.
Blog Entrelinhas
Tô louca para assistir esse filme, ele parece ser muito bom.
ResponderExcluirBeijos! Gravado na Memória
Oi
ResponderExcluirQuando soube que iriam fazer esse filme, fiquei bem empolgada para assistir, mas tenho que confessar que não gostei do ator escolhido para fazer o Freddie Mercury, sinceramente Sacha Cohen ficaria melhor, mas pelo que li, ele não quis mais fazer o papel porque mudaram muito da história original. Acabei desempolgando e até agora ainda não vi.
Beijinhos
Renata
Escuta Essa
Oi Nana!
ResponderExcluirNão curto muito as músicas da banda. Sou meio diferentão KKKK. Então o filme não me motivou, mas um amigo viu e curtiu muito. Sinceramente tem filmes melhores concorrendo.
Abraços
David
http://territoriogeeknerd.blogspot.com/
Com certeza o filme tem muitos erros,mas gostei da atuação do Malek.
ResponderExcluirBoa semana!
Jovem Jornalista
Fanpage
Instagram
O blog está em HIATUS DE VERÃO até o dia 23 de fevereiro, mas tem post novo. Comentarei nos blog amigos nesse período.
Até mais, Emerson Garcia
Oi Nana, tudo bem?
ResponderExcluirEu cheguei até a ver o cartaz do filme quando fui assistir "O Quebra Nozes da Disney", mas não me empolgou o suficiente para assistir. Eu já era nascida quando eles vieram aqui, mas nova demais para lembrar de algo. Conheço o Queen por conta dos meus pais. Não sabia que tinha esses erros de datas! Tsc...tsc...
Beijus;
Mente Hipercriativa
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