Série: Normal People (2020) #TOCANDOAMOR

Baseada na aclamada obra de Sally Rooney, Normal People acompanha o relacionamento entre Marianne Sheridan e Connell Waldron enquanto lidam com o início da vida adulta e a transição do ensino médio para a vida universitária.

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Pessoas Normais foi uma das minhas leituras favoritas em 2019, e vocês não imaginam o quão curiosa fiquei pela adaptação. É algo que dá certo medo, pois adaptações nascem pra decepcionar - apesar que costumo separar bem os formatos. Desta vez fiquei apaixonada pelos dois; da mesma maneira que fiquei pensando na leitura por meses, estou acarinhando a série até o momento. É intensamente linda!
A produção é em parceria entre o streaming americano Hulu e o canal britânico BBC (exibida pela BBC Three). Lenny Abrahamson, de O Quarto de Jack, e Hettie Macdonald, de Doctor Who, dividem a direção enquanto Alice Birch, de Lady Macbeth, trabalha no roteiro - os episódios iniciais contam com a autora Sally Rooney, que também atua como produtora da série.
O cenário da primeira parte é o interior da Irlanda, no condado de Sligo, onde iremos conhecer os jovens Connell e Marianne. Eles estão prestes a finalizar o ensino médio e há toda aquela expectativa em relação a vida universitária. Connell, o estreante Paul Mescal, sempre fora o típico atleta popular enquanto Marianne, Daisy Edgar-Jones vista na minissérie War of the Worlds, era considerada a esquisita sem vida social; sofre com as constantes perturbações dos amigos de Connell. Eles não são amigos, nem se falam no colégio, mas interagem de forma ocasional pelo fato da mãe dele trabalhar na casa dela.
Logo a distância e frieza entre eles se quebram, levando a uma interação mais carnal. Marianne finge não se importar em continuar sendo ignorada no colégio, mas vamos descobrir seu limite assim que Connell decide não convidá-la para o baile. A jovem o coloca em modo silencioso que perdura até o inusitado reencontro durante uma festa na faculdade, em Trinity.
O cenário agora é Dublin, e as vidas de Connell e Marianne não são mais as mesmas. Ela se tornou o centro das atenções, de ar amigável, elegante, desejada e muito requisitada em eventos. Por outro lado, Connell não consegue pertencer àquele lugar, sente que é um mundo completamente diferente do seu, principalmente em relação aos amigos de Marianne e a vida que ela criou ali. Aos poucos, notamos que seu emocional também não consegue um ajuste. A ansiedade e suas sabotagens são o típico só quem vive sabe.
Os dois vivem de encontros e desencontros enquanto absorvem a maturidade e ensaiam o encaixe perfeito. Comprometidos ou não, nada impede a reaproximação e o renascer da ótima conexão que criaram. Acima de tudo, eles são amigos e sabem disso. A química entre os atores é extraordinária. É simplesmente um deleite assisti-los.

Primeira parte: vida no ensino médio
A série conta com doze episódios e quase trinta minutos de duração cada. Na verdade, nota-se uma quebra para que a narrativa soe fluída para o público. É bastante para absorver, emocionalmente falando. É intensa a cada minuto, mesmo na sutileza das críticas em relação às diferenças de classes. Metade dos episódios são roteirizados em parceria com a autora Sally Rooney, e acredito que tenha valorizado bastante a construção inicial dos protagonistas, sem aqueles vazios rotineiros em adaptações. Lendo dá pra notar e muito o quanto a narrativa é intimista. E a série aproveita bastante deste tom.
Connell é aquele que foi criado por uma mãe solteira, mas desenvolveu uma conexão muito amigável e de boa estrutura com ela. Se bem que quando Lorraine, Sarah Greene vista na série Dublin Murders, precisa dizer umas verdades... A casa de Marianne é um caos, com a mãe fria e distante e um irmão descontrolado. Ela acredita que não nasceu pra ser amada, mas sim para ser objeto, o que a leva se refugiar em relacionamentos problemáticos. Connell ama retornar ao lar, vê como certa cura, enquanto Marianne evita profundamente.
Os coadjuvantes garantem certo destaque. O problema é que boa parte pertence ao círculo do ódio. O lado de Connell soa mais saudável, embora suas amizades no colégio sejam os adolescentes escrotinhos que cruzamos nesta fase. Seu único amigo na faculdade é Niall, Desmond Eastwood visto na série Krypton, que é um amorzinho. Entretanto, boa parte dos laços de Marianne são tóxicos que... dels me defenderei.

Mesmo solo; não o mesmo status
Além da Irlanda os episódios nos guiam para outras partes da Europa, como Itália e Suécia. Com exceção de uma certa treta, as cenas na Itália são adoráveis; difícil não comparar com Meu Chame Pelo Seu Nome, e eu acho super injusto e deveras imaturo - já que ambas são ótimas produções, mas com linhas diferentes. Mas o povo adora criar rivalidade com tudo, né? E preciso mencionar as cenas na Suécia, que vem com a parte mais tensa na construção de Marianne. Fiquei muito feliz - ou aliviada? - que a série deu amenizadas, nem toda adaptação precisa ser tintim por tintim.
E, claro, não posso deixar de exaltar a atuação de Paul e Daisy. Os dois não são conhecidos do grande público, e acredito que essa nem era a pretensão dos criadores da série. Pra vocês terem noção: praticamente não há filmes no currículo dos dois. Daisy fez um de pequena circulação lá na terra dela, e é mais conhecida pelas séries; Paul é o estreante. Mas nem parece! A gente vê tanto ator/atriz de nome cheios de chiliques por aí, e estes dois se doaram e respeitaram tanto os personagens. É do tipo que deixa certa marca na gente com facilidade. E adoro o fato da Daisy/Marianne ter características bem parecidas com as da autora Sally Rooney.

Pandemia acaba logo para a gente marcar um tour na Irlanda
Com todas essas localidades belas e o tom intimista não se admira que o olhar da produção nos presenteie com uma execução madura e que ajuda a se encantar ainda mais pelos protagonistas e os momentos que compartilham. Em partes, sabe se lá o motivo, a fotografia me lembrou algumas produções brasileiras - mais reflexivas. O sentimento é o foco, mesmo que uma aparência perfeita tente ocultá-lo.
O figurino da Marianne mode universitária é um dos grandes destaques da série. Há inúmeros perfis pelo Instagram pra tudo, inclusive a franja (procure por mariannebangs e marianne_bangs). Mas o perfil mais inusitado que a série gerou foi o da corrente de prata do Connell (procure por connellschain), que já conta com mais de 100 mil seguidores no Instagram. Eu simplesmente fiquei morrendo de inveja das críticas gringas que receberam uma de presente do Hulu. Ah, e a trilha sonora também consegue deixar seu belo registro, cheia de playlists lá pelo Spotify. É possível fazer sexo na cozinha ao som de Carly Rae Jepsen, viu?

O figurino da Marianne mode universitária faz grande sucesso pelas redes
Para os amantes de um excelente coming of age, Normal People pode ser aquela maratona perfeita para um fim de semana neste mês. O final, assim como no livro, é agridoce. Quando descobri que a Sally iria roteirizar fiquei animada - e trouxa - achando que iam mudar. Nem... Mas, sabem, depois de assistir, passei a interpretá-lo de outra maneira. Está perfeito. E, Hulu e BBC, não me venham com renovação, senão faço a Sally descer vocês na porrada.
E, se você se sente desconfortável assistindo cenas de atos sexuais, acho que esta série não é uma boa pedida. Ha!
Título Original: Normal People
Título Nacional: ?
Status: Finalizada | 1 Temporada
Nacionalidade: Britânica
Adaptação: Sim - Pessoas Normais de Sally Rooney
Ano: 2020
Censura:16 anos
Duração de Episódios: 30 min
O Que Assistirei? Coming of Age, Romance, Drama e Saúde Mental
Elenco Principal: Daisy Edgar-Jones, Paul Mescal, Sarah Greene, Desmond Eastwood, Leah McNamara, Aislín McGuckin, India Mullen, Fionn O'Shea, Frank Blake, Sebastian de Souza, Eliot Salt, entre outros.
Trilha Sonora: TuneFind
Abertura/Promo: Promo
Canal Britânico e Americano: BBC Three e Hulu
Canais Brasileiros: StarzPlay (streaming)
Prêmios/Indicações: ?

ah to mesmo procurando uma nova série pra assistir e gostei mt dessa indicação, já quero ver
ResponderExcluirwww.tofucolorido.com.br
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Oi
ResponderExcluireu cheguei a assistir alguns episódios, acho que foi uns 3, porém não continuei assistindo, não me agradou muito, mas quem sabe eu dou uma chance novamente para a série, já que o livro eu não tenho vontade de ler.
http://momentocrivelli.blogspot.com/
Ahhhh não tinha visto falar sobre, e que bom que você gostou da adaptação pois geralmente ficamos bem frustados hahaah vou procurar assistir ♥
ResponderExcluirBeijos,
www.tammycezaretti.com.br
Oi Nana, infelizmente não sou muito fã do gênero, mas achei os cenários lindos e os personagens parecem bem trabalhados. talvez eu dê uma chance para o livro!
ResponderExcluirBjs, Mi
O que tem na nossa estante
Nunca vi a série. Fiquei curioso por saber ela.
ResponderExcluirBom fim de semana!
Jovem Jornalista
Instagram
Até mais, Emerson Garcia
Não conhecia essa série...fiquei curiosa! ♥
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